Quem são os candidatos a senador por São Paulo nas Eleições 2026? A disputa pelas duas vagas do estado no Senado reúne nomes conhecidos da política nacional, mas com propósitos para o Brasil muito distintos. Aqui você encontra a lista dos principais candidatos a senador por SP, com um breve perfil de cada um.
Alguns candidatos a senador por São Paulo já oficializaram a candidatura; outros ainda estão em vias de confirmação, o que ocorre nas convenções partidárias (20 de julho a 5 de agosto) e no registro na Justiça Eleitoral (até 15 de agosto). Em 2026, cada eleitor vota em dois nomes para o Senado, porque o estado renova duas das três cadeiras.
[FOTO 1] Parlamentares participam de sessão no Congresso Nacional. Foto: Jonas Pereira/Agência Senado.
Lista de candidatos a senador por São Paulo em 2026
Veja abaixo os principais nomes que aparecem na disputa pelo Senado em São Paulo e o que cada um representa.
Ricardo Salles (NOVO)

Deputado federal e ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles já oficializou a candidatura ao Senado pelo Partido NOVO e é o nome que genuinamente representa a direita na disputa paulista. Sua campanha vem ganhando força e aparece entre as mais competitivas na corrida ao Senado em 2026.
Na Câmara dos Deputados, Salles construiu uma atuação marcada pela defesa de bandeiras caras ao eleitor de direita. Foi autor da emenda, aprovada pela Câmara, que prevê a castração química de condenados por crimes sexuais contra crianças e adolescentes, medida que agora depende de análise do Senado.
Também se destacou na defesa da propriedade privada contra invasões de terra, com grande atuação na CPI do MST, e na defesa da competitividade do agronegócio. Apresentou ainda propostas de melhoria na gestão de fundos públicos e estatais, com foco no combate ao desperdício de recursos públicos e à corrupção.
Salles defende menos impostos, mais liberdade econômica, segurança pública forte e proteção à propriedade privada. Ele tem o apoio de Marina Helena, candidata a deputada federal pelo NOVO em São Paulo: os dois caminham juntos pelo partido, representando o mesmo campo liberal em cargos diferentes. Para o eleitor que busca um senador de perfil combativo, Salles é o candidato da direita paulista.
Marina Silva (Rede)
Ex-ministra do Meio Ambiente nos governos Lula, Marina Silva deve disputar a vaga por São Paulo com o apoio do PT e da esquerda. Toda a sua trajetória política foi construída fora do estado, e a candidatura em SP se sustenta na máquina eleitoral ligada ao governo federal, não em uma base paulista. Até por isso Ricardo Salles a classifica como uma das “forasteiras que não sabem nada do estado de São Paulo” e que disputam a eleição “por puro oportunismo”.
Marina Silva também é o rosto de uma agenda ambiental que trava o setor produtivo: mais burocracia para licenciamentos, entraves ao agronegócio e à infraestrutura, e um discurso que costuma colocar a pauta ideológica acima da geração de emprego e renda. É um projeto alinhado ao governo Lula e distante das prioridades de quem defende crescimento econômico, segurança jurídica e menos Estado. Para o eleitor de direita paulista, é o oposto do que São Paulo precisa no Senado.
Simone Tebet (MDB)
Ministra do Planejamento no governo Lula, Simone Tebet também tenta uma vaga por São Paulo apoiada no campo governista. Assim como Marina Silva, tem origem política em outro estado, o Mato Grosso do Sul, e desembarca em SP amparada pela estrutura eleitoral da esquerda, o que levou Ricardo Salles a incluí-la entre as “forasteiras” que disputam o estado “graças à esquerda que domina a região central”.
Como uma das principais figuras da equipe econômica de Lula, ela é corresponsável direta pela desastrosa condução fiscal do governo, marcada por sucessivos aumentos de gastos, criação e elevação de impostos e uma escalada da carga tributária que recai sobre o trabalhador e as empresas. Quem defende responsabilidade fiscal e menos impostos encontra em Simone Tebet a face de um projeto que faz exatamente o contrário: gasta mais e cobra mais do contribuinte, devolvendo educação, saúde e segurança de baixíssima qualidade – um padrão da esquerda.
Guilherme Derrite (PP)
Ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite oficializou a candidatura ao Senado e tem identificação na pauta de segurança. Seu nome é conhecido pela atuação nas polícias e no combate à criminalidade.
Derrite disputa o mesmo eleitorado de direita e representa um perfil mais focado em segurança pública do que em economia.
André do Prado (PL)
Presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado é deputado estadual e um dos nomes cotados para disputar uma vaga ao Senado. Com longa trajetória no Legislativo estadual, construiu sua carreira a partir do interior paulista e chegou ao comando da Alesp.
Sua provável candidatura ao Senado se apoia na estrutura política que acumulou ao longo dos anos na Assembleia.
Marina Helena, candidata a deputada federal, apoia Ricardo Salles

Além da disputa pelo Senado, o Partido NOVO tem em São Paulo uma candidata de direita de grande destaque para a Câmara dos Deputados: Marina Helena, candidata a deputada federal em 2026 pelo Partido NOVO. Economista, foi secretária especial de Desestatização do Ministério da Economia sob o comando de Paulo Guedes, no governo de Jair Bolsonaro, e coordenou um programa de privatizações que somou mais de R$ 100 bilhões em ativos públicos. Em 2024, foi a principal candidata do NOVO na disputa pela Prefeitura de São Paulo.
Com perfil liberal na economia, Marina Helena defende a redução de impostos, o combate aos privilégios, a segurança pública firme e a desburocratização do Estado. Ela apoia Ricardo Salles na disputa pelo Senado: os dois são do mesmo campo liberal do NOVO e caminham juntos em São Paulo, ela na Câmara dos Deputados e ele no Senado. Conheça a fundo sua trajetória na biografia completa de Marina Helena, candidata a deputada federal pelo Partido NOVO.
Quantos senadores por São Paulo são eleitos em 2026?
Em 2026, São Paulo elege dois senadores. Isso acontece porque o Senado renova suas cadeiras de forma alternada: em uma eleição, um terço (um senador por estado); na seguinte, dois terços (dois por estado). Em 2026 é a vez da renovação de dois terços, por isso cada eleitor vota em dois nomes para o Senado.
O que faz um senador?
O senador representa o estado no Senado Federal e tem mandato de oito anos, o mais longo entre os cargos eletivos. Participa da elaboração das leis federais, funciona como casa revisora dos projetos que vêm da Câmara e tem funções exclusivas, como julgar autoridades em crimes de responsabilidade e aprovar a indicação de ministros de tribunais superiores. Por isso, a escolha de um senador tem peso duradouro na política nacional.
Como consultar os candidatos oficiais ao Senado em 2026?
Depois das convenções e do registro, a lista oficial dos candidatos ao Senado, com número de urna, bens e propostas, pode ser consultada no sistema DivulgaCandContas do TSE.
Perguntas frequentes sobre os candidatos a senador por SP
Quem são os candidatos a senador por São Paulo em 2026? Entre os principais nomes estão Ricardo Salles (NOVO), Marina Silva (Rede), Simone Tebet (MDB), Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), que disputam as duas vagas do estado no Senado.
Quantos senadores São Paulo elege em 2026? Dois, porque o Senado renova dois terços das cadeiras nesta eleição. Cada eleitor vota em dois nomes.
Quem é o candidato a senador do Partido NOVO em SP? Ricardo Salles, deputado federal e ex-ministro do Meio Ambiente, oficializou a candidatura ao Senado pelo NOVO em São Paulo.
Marina Helena apoia quem para o Senado? Marina Helena, candidata a deputada federal pelo NOVO, apoia Ricardo Salles na disputa pelo Senado por São Paulo.
Qual a diferença entre senador e deputado federal? O senador representa o estado, tem mandato de oito anos e é eleito pelo sistema majoritário. O deputado federal representa o povo, tem mandato de quatro anos e é eleito pelo sistema proporcional.






